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Crônica do Carnaval de 2025

  • Luan César da Costa
  • 4 de mar.
  • 2 min de leitura

Expansão dos bloquinhos pelo Brasil

As prefeituras de São Paulo - esta desde a administração de João Dória Júnior a partir de 2017 - e Belo Horizonte fundaram os bloquinhos financiados com dinheiro público. No caso mineiro, fundaram o Carnaval em um estado onde ele jamais havia existido antes.

Ninguém merece bloquinho com dinheiro público.


Carnavais locais no Brasil

Existem festas tradicionais no Rio de Janeiro com blocos como o centenário Cordão da Bola Preta, no Recife e em Olinda com o tradicional frevo, em Goiana na Região Metropolitana do Recife existe o tradicional maracatu e em São Luiz do Paraitinga/SP.

Em João Pessoa tem um bloco de frevo e Maceió tem o "Pinto da Madrugada" - claramente inspirados no Carnaval do Recife.

Nos seguintes estados Carnaval é coisa de crianças e jovens adultos: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas existem nas últimas décadas nos litorais desses estados atrações para quem mora nas grandes cidades desses estados como casas de praia e festas municipais com bandas de forró eletrônico que tocam em ritmo de axé baiano. Nas capitais desses estados existem há décadas pequenas festas, nada que justifique que Carnaval seja feriado.

Em Salvador até a invenção do trio elétrico, o Carnaval se resumia a pequenas festas também. É infinitamente melhor para quem gosta de axé baiano assistir às apresentações no programa clássico da chatice "Band Folia" da Rede Bandeirantes (Band) com as piadas sem graça e as conversas que ninguém quer saber de apresentadores como Datena do que no meio do povo.

Em São Paulo, Porto Alegre, Vitória, Manaus, Florianópolis e Santos existem desfiles de escolas de samba com sambódromos e o Carnaval só existe para quem trabalha nessas escolas. Para o resto das pessoas é um feriado chatérrimo.

Em Montevidéu e Rivera no Uruguai existem desfiles de escolas de samba nas ruas.

No resto do país em regiões como o Centro-Oeste e estados inteiros como Paraná, Santa Catarina, Maranhão, Piauí e Sergipe; o Carnaval simplesmente nunca existiu.


Eu ouvi pouca zoada nesse Carnaval em Fortaleza. Nunca passei um Carnaval tão silencioso por aqui, maravilhoso para o melancólico Luan César da Costa que nas poucas vezes que esteve em festas públicas de Carnaval, se sentia um estrangeiro.

Chuva na sexta, no sábado, no domingo e na segunda. O domingo amanheceu nublado e durante o dia, apareceu o sol.


Eu ouvi pouquíssimas vezes a música do Carnaval desse ano que foi da Ivete Sangalo. Ouvi mais vezes sem querer por óbvio a porcaria da música do "Gordinho gostoso" no Carnaval de 2015 - que não fez tanto sucesso quanto "Lepo Lepo" em 2014 e "Pega a metralhadora" em 2016 - do que a música do Carnaval desse ano.

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