TV sem limites para o sensacionalismo
- Luan César da Costa
- 7 de mar.
- 3 min de leitura
Hoje, 6 de março de 2025, a Rede Record passou a edição nacional do "Cidade Alerta" inteira exibindo o velório de uma menina de 17 anos chamada Vitória que morava na cidade de Cajamar, cidade da metrópole de São Paulo. A cobertura só foi interrompida pelos boletins do "Jornal da Record" e além do apresentador, apareceram 2 comentaristas que não apareciam antes no programa.
No SBT estava o ex-apresentador Datena que já apresentou os programas "Cidade Alerta" na Record e "Brasil Urgente" na Rede Bandeirantes (Band) exibindo o velório em cadeia com a Record no programa "Tá na Hora" que é a versão atual do telejornal "Aqui Agora": exibiam imagens de helicóptero com a narração sempre chatíssima de Datena.
Patrícia Poeta virou "Patrícia Alerta"
Patrícia Poeta e Datena comparados com a Record trataram este caso de maneira respeitosa. Mas o pessoal xingou bastante ela na rede social X (antigo Twitter).
Desde o momento em que a ex-apresentadora de programas como "Jornal Nacional" e "Fantástico" passou a apresentar o programa "Encontro", o programa ganhou um quadro policial que lembra o policialesco "Primeiro Impacto" que Marcão do Povo apresenta no SBT no mesmo horário e ela passou a imitar os trejeitos do concorrente - ironicamente o ex-marido dela Amauri Soares planejou o sensacionalista "Aqui Agora" no SBT e o excelente jornalismo comunitário que a Rede Globo impôs para suas afiliadas nos anos 2000, hoje ele é o diretor de programação da Rede Globo e responsável por afundar a programação dessa rede.
Bibliografia:
O histórico sensacionalista de Luiz Bacci
Luiz Bacci apresentou desde a morte do apresentador Marcelo Rezende em 2017 até o começo desse ano o programa policial "Cidade Alerta" e a medida que o tempo passou, o antigo "Menino de Ouro" começou a passar meia hora ou 1h contando o mesmo caso policial aos poucos e enrolando para contar a história completa que nunca era exibida na íntegra. Os programas ridículos de João Kléber na RedeTV! que passavam 1h enrolando para dizer um segredo pelo menos diziam qual era o segredo ao fim do programa.
Em junho de 2018 eu lembro que o "Cidade Alerta" explorou por vários dias o assassinato de outra menina chamada Vitória. O apresentador titular já era Luiz Bacci.
Em 2014 o mesmo Luiz Bacci em um antigo programa da Band chamado "Tá na Tela da Band com Luiz Bacci" passou uma edição inteira dizendo que tinha novas revelações sobre a morte do cantor de funk MC Daleste em 2013 durante uma apresentação em Campinas e ao fim do programa, ele não revelou absolutamente nada.
Em 2008 durante um retorno de poucos meses do programa "Aqui Agora" no SBT apresentado por Luiz Bacci, Cristina Rocha e outros apresentadores; faleceu Lombardi - um locutor dos programas de Sílvio Santos que não mostrava seu rosto - e exibiram seu enterro. O que me chocou muito na época assim como o breve retorno daquele programa foi o que mais me chocou quando eu era criança.
Programas policiais do Nordeste
Os programas policiais das emissoras de televisão do Nordeste - a maioria são afiliadas às grandes redes privadas Globo, Record, SBT, RedeTV! e Band e a maioria dos programas são apresentados por políticos - são campeões nacionais em xingamentos e exploração da violência para ter audiência. Nos últimos anos até a afiliada cearense da Rede Globo, a TV Verdes Mares, passou a ter este tipo de "jornalismo" rasteiro.
Até nos programas esportivos da Rede Record
No domingo passado em um programa chamado "Esporte Record" apresentado pelo narrador Cléber Machado, exibiram a foto de um jogador com alguns ferimentos no rosto dizendo que ele era do Juventude e dizendo que ele teria sido atingido por um jogador do Grêmio.
O Grêmio se manifestou nas redes sociais dizendo que o jogador era Fernando Sobral do Ceará e que a foto era de 2020 e a Record se desculpou assumindo que o Grêmio estava certo.
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