Análise das medidas dos primeiros dias do governo do presidente norte-americano Donald Trump:
-A errônea saída dos Estados Unidos da OMS
Na época do Covid-19 a Organização Mundial da Saúde foi presidida por Tedros Adanon, que veio de um país que virou sinônimo de pobreza que é a Etiópia e que nas últimas décadas não teve avanços na saúde pública e que recomendava a solução chinesa para a crise: se puder, fique em casa.
A solução de Trump foi retirar os Estados Unidos da organização, o que significa em outras palavras que ele não quer jogar o jogo diplomático e tirar a influência chinesa do órgão apesar do país norte-americano ser o principal membro de lá, o que seria um ponto a favor de Trump.
-A repulsa da Europa
Trump está repelindo o apoio da Europa: dizer que quer tomar a Groelândia da Dinamarca é um começo.
Eu sinceramente achei engraçada a aliança incondicional entre o primeiro-ministro alemão Olaf Scholz e o presidente francês Emmanuel Macron que é odiado pelos principais partidos nos últimos 10 anos naquele país: o Partido Socialista e a Frente Nacional da família Le Pen e que enfrentou protestos diários dos coletes amarelos entre 2019 e 2020, eles vão competir quem é mais impopular. Ele deveria fazer um afago político para Macron e se ajoelhar para fazer a mesma coisa que fez o Marrocos: pedir a cooperação técnica francesa para implantar a tecnologia do Trem de Grande Velocidade (TGV) francês nos Estados Unidos.
A presidente da Comissão Europeia disse que Trump não era bom porque ele não quer seguir o programa verde europeu. Os reacionários norte-americanos deveriam responder com alternativas realmente efetivas para o meio-ambiente porque o carro elétrico que estão querendo impor na Europa funciona a base da poluente bateria e poderiam ser feitas pesquisas para criar uma bateria menos danosa ao meio-ambiente para fazer funcionar os carros da empresa Tesla do Elon Musk.
-Tirar empresas da China e colocar nos Estados Unidos
No Extremo Oriente existe uma cultura que valoriza o excesso de trabalho e na China, no Vietnã, na Tailândia ou em Mianmar, não predominam os bons salários que têm que ser pagos no Primeiro Mundo; o que faz os custos de instalar uma fábrica na China serem menores. Mesmo com redução de impostos, será difícil convencer empresários mesquinhos que compõem a maior parte da classe empresarial do Primeiro Mundo a mudar suas fábricas para os Estados Unidos, só uma mudança de percepção da maioria dos empresários faria eles mudarem do lucro que é fruto da exploração para bons salários no Cinturão da Ferrugem.
-Pacote para financiar o desenvolvimento da inteligência artificial
Trump prometeu cortar impostos dos norte-americanos, todavia ele criou um pacote para financiar o desenvolvimento da inteligência artificial e fazer um afago nos colegas bilionários - o que é suspeito e ajuda a inflação a crescer.
-Argentina: o principal bajulador
Na Argentina governada por Javier Milei vigoram sucessivos cortes de gastos, todavia seria ótimo que o ministro ou secretário responsável pelas relações com os outros países emitisse um pronunciamento criticando o programa para financiar o desenvolvimento da inteligência artificial que Trump dará de presente para os bilionários.
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