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Confissão de um sonso

  • Luan César da Costa
  • 20 de dez. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 24 de dez. de 2024

Mais um fim de ano chega e por causa de um desencontro eu passo mais um fim de ano sentindo falta de uma parceira porque o tempo passa e parecem que as coisas não mudam para mim.

No ano passado depois de 7 anos, eu fui falar sem pretensões com uma moça belíssima que era dona dos cabelos mais longos e bonitos do colégio na época que eu fazia imitações para ter amigos no colégio, ela era uma das pessoas que mais gostavam daquela semente de humor que eu fazia - era ruim por causa da idade, eu tinha só o potencial mesmo - e ela me tratou melhor 7 anos depois de nos falarmos pela última vez do que uma outra menina que eu tentei conquistar, do que todas as meninas que eu tentei namorar na vida e do que as outras meninas que sempre me trataram bem: ela queria ser uma amiga, mas eu percebi que haveria uma coisa maior do que uma amizade comum e eu me apaixonei vendo que o jeito carinhoso que ela sempre me tratou poderia transformar ela em uma namorada e em uma esposa se eu conseguisse conquistá-la. Ela hoje é biomédica e tem um cabelo curto, mas a cabeça não mudou quase nada: continua juvenil no bom e no mau sentido.

No fim de fevereiro ela me disse que as pessoas não seriam minhas amigas se eu continuasse com o meu comportamento vindo do meu temperamento melancólico e como eu sou sonso nas relações sociais, eu não sabia exatamente sobre o que ela estava falando porque ela não disse diretamente que eu estava a incomodando e me toquei que alguma coisa estava errada na época: erroneamente eu percebi que precisava de um psicólogo na adolescência para tornar este autista que foi diagnosticado antes da onda de diagnósticos de autismo um adulto sociável. Eu realmente não sabia que ela estava sem tempo para me responder, mas como ela sempre havia sido simpática comigo, eu achava que ela iria relevar isto.

Ela me bloqueou em uma rede social chamada Instagram no começo de março porque um dos alvos das minhas rotineiras piadas foi o retorno de uma banda que ela gostava bastante quando eu via ela pessoalmente chamada Fifty Harmony - mesmo ela sabendo que eu tenho o costume de fazer piadas sem desagradar as pessoas -, eu só percebi meses depois que não tive muita delicadeza com ela.

Em junho ela me respondeu no aplicativo de mensagens WhatsApp dizendo que eu não poderia fazer piadas com ela sobre as bandas que ela gosta, eu achava que o problema era este e por isto eu decidi que iria tentar fazer as pazes com ela para resolver o problema do excesso de amor dela pelas bandas que ela gosta, mas o problema não era este.

Em 11 de setembro ela me desbloqueou de repente na rede social Instagram, agradeci a Deus antes de dormir e 1 dia depois ela me bloqueou de novo. Aí eu não descansei a minha cabeça até tentar fazer as pazes com ela e mais uma vez eu achava que o problema era o excesso de amor dela pelas bandas que ela gosta.

Dias depois eu me toquei que eu estava sendo chato com ela e achava que a amiga dela tinha paciência sem fim mesmo eu só falando sobre o assunto no tempo livre dela - a amiga dela realmente é muito paciente com as pessoas apesar dela ter nascido literalmente no Sertão.

No começo de outubro, ela me disse por intermédio da amiga dela que eu era chato, explicou porque eu sou chato, disse que aturava algumas conversas inconvenientes da minha parte só para não ser grossa comigo por causa do autismo e finalmente depois de uma mensagem minha me lamentando, ela me mandou um outro texto explicando porque eu sou chato e falando com um ar de despedida educada.

No fim de outubro eu fiz uma prece para Deus pedindo para este problema acabar e de repente ela me desbloqueou, mas depois de um texto pedindo desculpas ela me bloqueou de novo.

Mas nesse fim de ano eu cheguei a choramingar emocionado por 2 vezes me lembrando que eu poderia mandar mensagem desejando "Feliz Natal" para a moça que melhor me tratou fora da minha família. Mesmo que eu não conseguisse ser namorado - isto é o menos importante aqui - , eu gostaria de ter uma colega de confiança como ela - uma raridade nos dias de hoje - apesar dela ter seus defeitos e hoje eu gostaria de entender o mundo melancólico da cabeça dela para entendê-la mais ainda, eu gostaria de deixar de encher o saco dela e que ela me dissesse quando eu estava a incomodando para eu poder parar. Como ela também é melancólica - temperamento onde as pessoas preferem ter poucos e confiáveis amigos -, ela me entende porque ela pensa do mesmo jeito que eu penso.

Ela é inesquecível, eu sei que posso confiar naquela biomédica independentemente do tempo - confiança hoje é em dia é muito difícil - e não sinto rancor nenhum porque a culpa dos erros é toda minha.

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