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Como deveriam ser os transportes em Manaus

  • Luan César da Costa
  • 20 de nov. de 2023
  • 6 min de leitura

Atualizado: 17 de fev.

Na década de 1980 deveria ter começado a construção de uma rede de metrô em Manaus, quando se sabia que os novos eixos de crescimento da cidade eram a Cidade Nova e o bairro São José Operário, então as 2 primeiras linhas deveriam ir até os novos bairros:

Parte A: Linha 1: Cidade Nova: Cidade Nova-Tamandaré - 1981

Começaria no Terminal Tamandaré; seguiria pela Rua Gov. Vitório; dobraria para a Rua 7 de Setembro; dobraria para a Rua da Instalação; iria pelas avenidas Epaminondas, Constantino Nery onde passaria pelo Terminal 1 e Torquato Tapajós; dobraria para a Av. Max Teixeira; seguiria para a Av. Noel Nutels; dobraria para a Av. Guaranás e terminaria no atual ponto de ônibus Avenida Guaranás 5 que fica na entrada da Cidade Nova I.

Parte B: Linha 2: São José Operário: São José Operário-Tamandaré - 1980

A 2. linha de Nuremberg foi construída com 650 mil habitantes metropolitanos em 1967 e assim Manaus deveeria ter feito quando tinha população similar em 1980.

Começaria junto com a linha da Cidade Nova no Terminal Tamandaré e seguiria o mesmo caminho onde seguiria até a esquina com a Av. Álvaro Maia por onde a Linha 2 dobraria para a Álvaro Maia e seguiria também pelas avenidas Umberto Caldenaro, André Araújo, Cosme Ferreira e Autaz Mirim onde terminaria na atual Plataforma Grande Família no meio do bairro popular São José Operário. E na reforma do BRS que começou em 2001 e terminou em 2003 o metrô deveria ter sido extendido até o Terminal 4 na Av. Camaquã.

Uma foto de 1979 postada pela página "Manaus na História" nas redes sociais mostra a Praça da Matriz como uma parada de ônibus da cidade, mas na verdade a praça virou um terminal em 6 de abril de 1984 e antes o terminal era na Rua Tamandaré. Em 1984 foi inaugurado o 1° terminal de ônibus de Manaus: o Constantino Nery.

Entre 1985 e 1989 com o prefeito Manoel Ribeiro implantou o sistema "Manecão" (ônibus Romeu e Julieta com um reboque de caminhão) só para o bairro Cidade Nova e "Manequinho" (micro-ônibus) para a cidade.

Lyon na França era uma metrópole com cerca de 1,1 milhão de habitantes quando implantou sua 3. linha de metrô em 1978 e quando implantou sua 4ª linha em 1991, Manaus deveria ter feito o mesmo quando tinha população similar, mas implantou seu 1° ônibus articulado da Eucatur para o bairro Amazonino Mendes que deveria ter sido construída como uma linha de metrô:

Linha 3: B. Amazonino Mendes: Matriz-Amazonino Mendes

Seguiria a mesma rota do ônibus articulado para o bairro Amazonino Mendes.

Parte C - poucos meses depois:

Na época, o transporte público em Manaus era baseado em linhas de ônibus radiais para o Centro, tanto é que o ônibus Manecão nos anos 1980 era para a Cidade Nova e o 1° ônibus articulado da cidade foi para o bairro Amazonino Mendes; ambos são conjuntos habitacionais da Zona Norte que ganharam estas linhas de ônibus especiais pouco tempo após a criação desses bairros. Nos anos 1990 foram construídos os conjuntos habitacionais Oswaldo Frota I, Oswaldo Frota II, Amadeu Soares Botelho, Américo Medeiros, Jardim Canaranas em 1992; Francisca Mendes II 3ª etapa, Francisca Mendes II 4ª etapa, Sérgio Pessoa Neto e Boas Novas em 1993 e Vila Nova em 1994; então deveria ter sido construída como uma linha de metrô a linha de ônibus para o Oswaldo Frota I:

Linha 4: Oswaldo Frota I: Matriz-Oswaldo Frota I

A linha começaria na Praça da Matriz; seguiria pelas ruas XV de Novembro e da Instalação; seguiria pelas avenidas Epaminondas, Constantino Nery onde a linha pararia no Terminal Constantino Nery e Torquato Tapajós; dobraria para as avenidas Max Teixeira e Noel Nutels onde a linha entraria Terminal Cidade Nova que já existia naquela época, mas não se sabe exatamente se já havia o terminal naquele ano; dobraria para a Rua Rouxinol; dobraria para a Rua Fênix; dobraria para a Rua Paulo Eduardo de Lima; dobraria para a Rua Gravataí; dobraria para a Av. B; dobraria para a Av. Iraneópolis; dobraria para a Av. C e terminaria no Terminal Oswaldo Frota.

Parte D:

Deveriam ter sido construídas as linhas 5, 6 e 7 assim como a metrópole de Estocolmo fez com população similar na década de 1980 no início dos anos 2000 quando foram implantados o BRS Manaus que no final da década de 1990 seria um metrô de superfície (também conhecido como bonde moderno ou VLT) e os terminais (o da Cidade Nova já existia antes). O tempo devido de implantação seria entre 2000 e 2007:

As ligações da Praça da Matriz para o Terminal Constantino Nery (T1) e o Terminal Cidade Nova (T3) seriam servidas pela Linha 4 - Oswaldo Frota.

Linha 5: Matriz-T2 Cachoeirinha-T3 Cidade Nova - anos 2000

Começaria junto com a linha da Cidade Nova no Terminal Matriz e seguiria o mesmo caminho até a esquina com a Av. Leonardo Malcher onde pararia nas paradas Av. Leonardo Malcher 7, Av. Leonardo Malcher 6, Av. Leonardo Malcher 5, Av. Leonardo Malcher 4, Av. Leonardo Malcher 3, Av. Leonardo Malcher 2 e Av. Leonardo Malcher 1; seguiria pela Av. Manicoré; pararia no Terminal 2 Cachoeirinha; dobraria para a Av. Borba; dobraria para a Av. Itacoatiara onde pararia na parada Av. Itacoatiara 01; dobraria para a Av. Carvalho Leal onde pararia nas paradas Av. Carvalho Leal 6, Av. Carvalho Leal 7 e Av. Carvalho Leal 9; na Rua Prof. Márciano Armond pararia nas paradas R. Prof. Márciano Armond 3 e R. Prof. Márciano Armond 2; dobraria para a Av. Umberto Caldenaro onde pararia nas paradas Av. Umberto Caldenaro 01, Av. Umberto Caldenaro 02, Av. Umberto Caldenaro 03, Av. Umberto Caldenaro 04, Av. Umberto Caldenaro 05, Av. Umberto Caldenaro 06 e Av. Umberto Caldenaro 07; dobraria para as avenidas Maneco Marques onde a linha pararia nas paradas Av. Maneco Marques 01, Av. Maneco Marques 02 e Av. Maneco Marques 03 e Tancredo Neves onde pararia nas paradas Av. Tancredo Neves 05, Av. Tancredo Neves 06, Av. Tancredo Neves 07, Av. Tancredo Neves 08, Av. Tancredo Neves 09 e Av. Tancredo Neves 11; dobraria para a Av. Prof. Nilton Lins onde a linha pararia na parada Av. Prof. Nilton Lins 21; dobraria para a Av. Visconde da Vila Real da Praia Grande; dobraria para a Rua Marquês de Erval onde pararia na parada Rua Marquês de Erval 01; dobraria para a Rua Visconde de Utinga onde pararia nas paradas Rua Visconde de Utinga 03 e Rua Visconde de Utinga 04; dobraria para a Rua Barão do Rio Branco onde pararia nas paradas Rua Barão do Rio Branco 04, Rua Barão do Rio Branco 05 e Rua Barão do Rio Branco 05; dobraria para a Av. Timbira onde pararia nas paradas Av. Timbira 01, Av. Timbira 02, Av. Timbira 03, Av. Timbira 04, Av. Timbira 05, Av. Timbira 06 e Av. Timbira 07; dobraria para a Av. Noel Nutels e terminaria no Terminal Cidade Nova.

Linha 6: Matriz-Jorge Teixeira - anos 2000

A linha serviria os terminais T4 Jorge Teixeira e T5 São José: começaria junto com a Linha 4 com quem a linha seguiria até a esquina com a Av. Álvaro Maia, dobraria para as avenidas Álvaro Maia e Umberto Caldenaro, dobraria para as avenidas André Araújo e Cosme Ferreira, pararia no T5 São José, dobraria para a Av. Autaz Mirim, dobraria para a Av. Camaquã e terminaria no T4 Jorge Teixeira.

Linha 7: Constantino Nery-T2-T5-T4-Cidade Nova - anos 2000 (circular)

A linha começaria no Terminal Constantino Nery; seguiria pela Av. Constantino Nery; na esquina com a Av. Leonardo Malcher a linha seguiria junto com a Linha 4 até a esquina da Av. Umberto Caldenaro com a Av. André Araújo; a partir daí a linha seguiria junto com a Linha 6 até o T4 Jorge Teixeira; dali a linha seguiria pela Av. Camapuã onde a linha pararia nas plataformas Nossa Senhora de Fátima, Lírio das Pedras e João Judá; dobraria para a Av. Noel Nutels onde pararia nas plataformas Francisca Mendes, Fórum e Aldeia do Conhecimento e a partir do Terminal Cidade Nova a linha passaria a seguir junto com a Linha 4 com quem a Linha 7 seguiria até o seu final no Terminal Constantino Nery.


Bondes

Assim como Munique que fez 12 linhas de bonde do zero e 1 linha adaptada de ferrovia, a prefeitura de Manaus deveria ter construído uma rede de bondes complementar ao metrô.


Bibliografia:

Pereira da Costa, Danielle; Oliveira, José Aldemir de. CONJUNTOS HABITACIONAIS E A EXPANSÃO URBANA DE MANAUS: filigramas do processo de construção urbana e o papel das políticas habitacionais. Mercator - Revista de Geografia da UFC, vol. 6, núm. 11, 2007, pp. 33-47. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, Brasil. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=273620627005.

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